quinta-feira, 29 de março de 2012

A VIVÊNCIA DO TRÍDUO SANTO SEGUNDO O PAPA BENTO XVI

Queridos Irmãos e Irmãs, estamos às vésperas do Tríduo Pascal,
momento em que procuramos vivenciar de forma mais profunda os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.
Para melhor refletirmos e meditarmos tão grande mistério, postamos aqui trechos das palavras do Papa Bento XVI, orientando-nos sobre esse tema. Torcemos para que possam ajudá-los.

UMA SANTA SEMANA SANTA!


A Quinta-feira Santa é o dia em que se faz memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio Ministerial.
Pela manhã, cada comunidade diocesana, reunida na Igreja Catedral em torno do Bispo, celebra a Missa Crismal, na qual são abençoados o Santo Crisma, o Óleo dos catecúmenos e o Óleo dos Enfermos. A partir do Tríduo Pascal e por todo o ano litúrgico, esses óleos serão utilizados para os Sacramentos do Batismo, da Confirmação, das Ordenações Sacerdotal e Episcopal e da Unção dos Enfermos; 

 Durante a Missa Crismal, pela manhã, acontece também a renovação das promessas sacerdotais. No mundo inteiro, cada sacerdote renova os compromissos que assumiu no dia da Ordenação, para ser totalmente consagrado a Cristo no exercício do sagrado ministério a serviço dos irmãos. Acompanhemos os nossos sacerdotes com a nossa oração.

Na tarde da Quinta-feira Santa inicia efetivamente o Tríduo Pascal, com a memória da Última Ceia, na qual Jesus instituiu o Memorial da sua Páscoa, dando cumprimento ao rito pascal hebraico.
Segundo a tradição, toda família hebraica, reunida á mesa na festa da Páscoa, como o cordeiro assado, fazendo memória da libertação dos Israelitas da escravidão do Egito; assim, no cenáculo, consciente da sua morte iminente, Jesus, verdadeiro Cordeiro pascal, oferece a si mesmo pela nossa salvação (cf. 1Cor 5,7).
 Pronunciando a bênção sobre o pão e o vinho, Ele antecipa o sacrifício da cruz e manifesta a intenção de perpetuar a sua presença em meio aos discípulos: sob as espécies do pão e do vinho, Ele se torna presente de modo real com o seu corpo doado e o seu sangue derramado. Durante a Última Ceia, os Apóstolos são constituídos ministros deste Sacramento de salvação; a esses Jesus lava os pés (cf. Jo 13,1-25), convidando-lhes a amar-se uns aos outros como Ele lhes tinha amado, dando a vida por eles. Repetindo esse gesto na Liturgia, também nós somos chamados a testemunhar ativamente o amor do nosso Redentor.


A Quinta-feira Santa, enfim, encerra-se com a Adoração eucarística, na recordação da agonia do Senhor no Horto das Oliveiras.
Depois, o Senhor começa a rezar. Os três apóstolos – Pedro, Tiago e João – dormem, mas algumas vezes despertam e escutam o refrão desta oração do Senhor: "Não a minha vontade, mas a tua seja realizada”.
 Que é essa minha vontade, que é essa tua vontade, de que fala o Senhor? A minha vontade é "que não deveria morrer", que lhe seja afastado esse cálice do sofrimento: é a vontade humana, da natureza humana, e Cristo sente, com toda a consciência do seu ser, a vida, o abismo da morte, o terror do nada, esta ameaça do sofrimento.

E assim Jesus transforma, nessa oração, a aversão natural, a aversão contra o cálice, contra a sua missão de morrer por nós; transforma essa sua vontade natural em vontade de Deus, em um "sim" à vontade de Deus. O homem por si só é tentado a opor-se à vontade de Deus, a ter a intenção de seguir a própria vontade, de sentir-se livre somente se é autônomo;



Na Sexta-feira Santa faremos memória da paixão e da morte do Senhor; adoraremos Cristo Crucificado, participaremos nos seus sofrimentos com a penitência e o jejum.
 Lançando "o olhar àquele que foi trespassado" (cf. Jo 19,37), podemos chegar a seu coração que emana sangue e água como de uma fonte; daquele coração do qual brota o amor de Deus por todo o homem, recebemos o seu Espírito.
Acompanhemos, portanto, na Sexta-feira Santa também nós Jesus que sai ao Calvário, deixemo-nos guiar por Ele até a cruz, recebamos a oferta do seu corpo imolado. Enfim, na noite do Sábado Santo, celebraremos a solene Vigília Pascal, na qual nos é anunciada a ressurreição de Cristo, a sua vitória definitiva sobre a morte que nos interpela a ser n'Ele homens novos.
Participando neste Santa Vigília, a Noite central de todo o Ano Litúrgico, faremos memória do nosso Batismo, no qual também nós fomos sepultados com Cristo, para poder com Ele ressurgir e participar do banquete do céu (cf. Ap 19,7-9).

Queridos amigos, buscamos compreender o estado de ânimo com que Jesus viveu o momento da prova extrema, para colher aquilo que orientava o seu agir.

 O critério que guiou cada escolha de Jesus durante toda a sua vida foi a firme vontade de amar o Pai, de ser um com o Pai, e ser-Lhe fiel. Essa decisão de corresponder ao seu amor o levou a abraçar, em cada circunstância, o projeto do Pai, a fazer próprio o plano de amor confiado-Lhe de recapitular todas as coisas n'Ele, para reconduzir a Ele todas as coisas. No reviver o santo Tríduo, disponhamo-nos a acolher também nós na nossa vida a vontade de Deus, conscientes de que na vontade de Deus, também se parece dura, em contraste com as nossas intenções, encontra-se o nosso verdadeiro bem, o caminho da vida.

A Virgem Mãe guie-nos nesse itinerário, e nos obtenha do seu Filho divino a graça de poder gastar a nossa vida por amor a Jesus, no serviço dos irmãos. Obrigado.




Ao final da Catequese, o Papa dirigiu aos peregrinos de língua portuguesa a seguinte saudação:

A minha saudação a todos os peregrinos

Um comentário:

  1. Vamos viver este momento de amor supremo em Cristo. Deus abençoe a todos.
    Irmã parabéns pelo lindo trabalho.

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