quinta-feira, 5 de abril de 2012

A MISSA INESQUECÍVEL

Aquela Celebração Eucarística do dia 03 de abril de 2012, na Capela do Colégio Nossa Senhora da Graça, Vitória, PE, foi a última das milhares que nossa querida Ir. Elizabeth Andrade participou nesta vida.
Por que não dizer também que foi a escolhida por seu amado esposo para tomá-la nos braços para sempre... Aquela Missa tornou-se para ela a ceia eterna. A ceia que teve início aqui e continuou no céu. Aquela Missa nunca terá fim.
Ir. Betinha não comungou na missa terrena, mas foi comungar diretamente no céu.
Seus olhos abriram-se para sempre. Ela que tanto desejava enxergar as coisas da terra, teve sua visão transformada para contemplar as verdadeiras belezas no céu.
Ela, que sempre falou-nos que "se soubéssemos o significado da Missa, não faltaríamos a uma", teve a missa como o lugar escolhido para selar para sempre, diante de nossos olhos, o que ela  foi em vida.
Querida Ir. Elizabeth, todos os que estavam naquela Missa, ficaram impressionados por testemunharem uma vida que se foi de repente,
 sem dor, sem sofrimento, diante da Assembléia e do Presidente da Celebração, Pe. Alírio Pedrini, exatamente no momento após a Consagração do pão e do vinho. Sua Consagração Religiosa, foi ali, sem dúvida, consumada para sempre, junto ao seu amado esposo, de forma que hoje não sabemos onde Ele termina e onde você começa, visto que agora, você é una com Ele. E por ser una com Ele, o é também conosco, com a humanidade inteira, com a natureza, com o universo.
E diante da grandeza de sua alma, que sempre testemunhamos, pedimos-lhe:
Querida e eterna Irmã, lembre-se de nós... temos tanto o que aprender com você, com o exemplo de vida humana e religiosa que foi pra nós.
Ensine-nos o segredo de levar a vida com tanta leveza, de querer bem a todos, de obedecer tão naturalmente, de viver os votos consciente e alegremente, o segredo de uma vida humilde, simples e comprometida, de vida fraterna, orante e acima de tudo, feliz.
Seu jeito de ser está impregnado em nossas lembranças. Resta-nos pedir a Deus para que se impregne também em nossas vidas.
Assim despedimo-nos de você, crentes, pela nossa fé, que nos encontraremos um dia... se é que no céu existe dia. Mas, seja como for, pela nossa fé na vida eterna e na comunhão dos santos, estaremos sempre unidas a você.
Nossa eterna gratidão a Deus por tão precioso dom.

Um comentário:

  1. Palavras não teriam fim para definir a Ir. Betinha, só o que me resta é dizer que os dois meses que convivi com ela, foram suficientes para criar uma perfeita atmosfera de amor, carinho, admiração e respeito. Sentirei falta do sorriso sincero como o de uma criança que ela tinha; de comparar o tamanho das nossas mãos; de cantar com ela a caminho da escola; de ficar olhando como ela colocava a mesa com tanto carinho; de ouvi-la dizendo "Me dá o pé meu louro"; de ver a alegria que ela sentia quando tirava nota 10 na lição de casa; de ler para ela antes das caminhadas; e do costumeiro abraço de bom dia... Enfim da presença que alegrava e acalmava o coração. A tristeza da saudade sempre vai existir, mas eu sei que quando alguém que amamos vai para junto do Pai, são como as folhas, que no outono caem, não porque querem, mas porque é chegada a hora. Ela passou, cumpriu sua missão e se foi, mas como disse um sábio homem: “NÃO MORRERÁ JÁMAIS QUEM SOUBE AMAR”. Ela soube... e como soube.

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